por João de Barros
fotos
Amancio Chiodi
Na nossa metrópole que em geração de riqueza só perde para o país e para o Estado de São Paulo, marchando para ser a terceira maior do mundo atrás de Tóquio e Cidade do México, dá-se uma guerra surda. De um lado, um indefeso exército de 4 milhões de pobres, justamente os que produzem riquezas, e de outro um poderoso trio: especuladores imobiliários, construtoras e agentes do poder público. Sob o pretexto de “limpar a cidade”, a trinca passa seus tratores sobre casas e barracos, leis, sobre a própria Constituição e o direito básico à moradia e à inviolabilidade do lar. Enchem bolsos cada vez mais cheios e condenam os pobres a uma vida cada vez mais indigna.
Coronel avisa: o trator vai passar por cima de tudo
“Sei cuidar de marmanjo”
"Pobres vivem mal num lugar excelente"
É boa: a primeira ocorrência policial da favela não envolvia favelado algum
Tomam as carrocinhas e jogam nalgum despejo
Explosivos no subsolo
Na cidade antidemocrática, pobre = sujeira
Magnificação da perversidade
Nova Belíndia separa milionários de miseráveis
Briga de vira-lata com um bando de pitbull
Um despejo exemplar
O direito à moradia é a base da cidadania
Povo acuado rende voto
A violência na favela Real Parque
O caso Jurubatuba e do Moinho
Como a defensoria analisa a "limpeza"
É preciso levar a Constituição a sério!
João de Barros é jornalista.
dê sua opinião