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Minha seleção dos 11 anos
Goleiro: Ariano Suassuna. Começou no
Clube Armorial. Defensor ferrenho das cores
nacionais. Às vezes espalhafatoso, mas capaz
de manobras corporais incríveis. Lateral direito: Paulinho da Viola, clássico, joga de cabeça
erguida e tem um passe qual um acorde
perfeito. Possui muito ritmo e cadência. Zagueiro
central: Oscar Niemeyer. Atuava na
esquerda, com a maturidade veio para o meio,
onde impõe respeito pelo jogo de traço firme
e belo. Como mais antigo, é o capitão. Quarto
zagueiro: Hugo Chávez. Respeitado. Resistiu
a um golpe que quase o tira de cena.
Grita em campo, mas isso faz o time se empenhar.
Lateral-esquerda: Heloísa Helena,
emocional, responsável pelas jogadas mais
agudas, às vezes como autêntica ponta: tem
fortíssimo chute de esquerda. Médio volante:
Milton Santos, cerebral, bom de passe, eficiente no desarme e posicionamento impecável:
conhece o território como ninguém. Meia
direita: Tom Zé, criativo, dá passes maravilhosos.
Surgiu na Tropicália FC, onde fazia
tabelas fantásticas com Caetano e Gil. Segundo
um trabalho alemão, sua idade fisiológica é de apenas 20 anos. Meia esquerda: Chico
Buarque, estilista da estirpe de Ademir da
Guia. Toque refinado, passes milimétricos e
gols antológicos. Ponta direita: João Pedro
Stedile. Apesar da posição, é canhoto. Ocupa bem todo o campo, chuta com os dois pés
e é aguerrido. Reclama da arbitragem – quase
sempre com razão. Centro-avante: Mano
Brown, descoberto na periferia, logo se revelou
um craque. Impetuoso, é querido entre os
mais jovens. No Capão Redondo ainda joga
pelada com “os trutas”. Ponta esquerda: Lula.
Apesar da posição, sabe flutuar pelo meio e
pela direita. Não fez gol importante nos últimos
anos, mas é amado pela torcida. Dizem
que distribui suvenires; outros, que, se reclamam
do Lula, é porque não se lembram do
antigo ponta esquerda. Parte da torcida acha
que deve ser o primeiro a ser substituído.
Josafá Rehem Nascimento Vieira,
São Paulo, SP
Serjão
A entrevista de Sérgio de Souza, publicada
na última Caros Amigos, é simples, mas profunda,
bem no estilo do entrevistado. Sérgio,
após uma curta experiência de militante em
Ação Popular, resolveu que a dele era servir à transformação das pessoas e da sociedade
apenas como jornalista. Decidiu e cumpriu.
Duarte Pereira, São Paulo, SP
Filhote da ditadura
Sou potiguar e adorei essa matéria da Caros
Amigos, já era tempo de algum órgão da
imprensa com cobertura em todo o Brasil botar
a nu quem é José Agripino Maia, pelo menos
quem não conhecia sua história agora ficou sabendo.
Terezinha Bezerra,
tetebezerrabr@yahoo.com.br
Todo o Rio Grande do Norte já sabia. Só
estava faltando o resto do Brasil saber. Só lamento
a demora da reportagem. Agora falta
fazer outras dos outros que posam de paladinos,
como Artur Virgilio, Demóstenes de Souza,
sabidamente com o mesmo rabo de palha
do Agripino.
Ramalho Costa, Mossoró, RN
Nicolas Maduro
Muito interessante como o óbvio pode ser
canalha, nessa excelente entrevista de Cláudia
Jardim com o ministro das Relações Exteriores
da Venezuela Nicolas Maduro torna o óbvio muito parecido com a farsa. Gostei muito
de ver como uma mentira se torna notícia
e como o óbvio desmascara uma desinformação,
questionado sobre uma possível colaboração
às Farc de 300 milhões de dólares por
parte do governo da Venezuela, Maduro responde
questionando a própria fonte dessas
informações que seria o computador portátil
de Raul Reyes, que possivelmente foi a única
coisa que resistiu ao ataque aéreo. Uma exposição
de Darcy Ribeiro pode desvendar essa
entrevista: “de fato, só conseguimos desmascarar
uma obviedade para descobrir outras,
mais óbvias ainda”.
Daniel Clemente, daniel.historia@bol.com.br
Ferréz
Um salve a Ferréz. Bela aula de sociologia,
o texto, Voltei e estou armado. Uma pedrada
naqueles que querem impor seu McMundo
Feliz. E na imprensa grandalhona – pirotécnica,
criadora de “verdades” absolutas.
Marcos Justiniano Santana, Salvador, BA
Falar brasileiro
Estou muito entusiasmado com as reflexões
do professor Bagno. Realmente ele destoa
de tudo o que é publicado nas outras mídias.
Gostaria de parabenizar mais uma vez
a Caros Amigos pelo trabalho relevante de
sempre, abrindo espaço para outras visões.
E de parabenizar o professor Bagno e pedir
sua opinião sobre esse acordo ortográfi co que
está em curso nos países lusófonos.
Wellington Leite, Bauru, SP
Ver página 42 da edição impressa.
Chico Alencar
A edição de 11º aniversário está excelente,
em especial a entrevista com Chico Alencar,
político competente, ético (quase uma
raridade no meio) e inteligente. Tenho um
livro seu (BR 500) devidamente autografado,
quando esteve em Aracaju, em abril
2000, aniversário do PT. Se o PSOL não
viesse com Heloisa Helena com pura bílis
100 por cento fi gadal, desrespeitando Lula
e sua história e se deixando “ser usada” por
Demo-Tucanos, conscientemente, talvez o
PSOL adquirisse mais credibilidade, se isso
importa.
Sergio Lucas de Azevedo, Aracajú, SE
Marilene Felinto
Apesar de ser uma leitora assídua da revista
Caros Amigos, nunca senti uma vontade
tão grande de escrever algumas palavras
como agora.
O que despertou esse desejo foi a leitura
da matéria de Marilene Felinto “O governo
Serra e a formação de imbecis”. Como professora
do Estado e da Prefeitura de São Paulo,
concordo totalmente com a escritora e gostaria
de parabelizá-la por tratar do assunto“Educação” dessa forma. Nós, professores (e
aqui não me refi ro só a mim, já que isto é
um sentimento generalizado na nossa classe)
estamos cansados de tudo o que sai na
grande mídia sobre a educação. São sempre
informações escritas por jornalistas sem conhecimento
algum do assunto e manipuladas
pela elite política, que não faz nada para
melhorar a educação (pelo contrário) e que,
para disfarçar, joga a culpa sobre nós, professores.
Lícia Veridiana Prado Siena,
Pirituba, São Paulo
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