FELIZ ANO NOVO?
Esperamos que sim. Apesar dos pesares. É que todo
ano que entra, as pessoas se deixam levar pela tradição e
auguram umas às outras tempos felizes, como se, de repente,
todos fi zessem parte de uma mesma e fraterna coletividade.
Tudo bem que pelo menos em um ou dois dias do ano
aconteça isso, mas, e os outros 363?
Pois é a propósito desses outros 363 dias que precisamos
aqui expor o que pode signifi car, para Caros Amigos,
este ano-novo. Desde o começo, onze anos atrás, tem
sido difícil manter nossa modesta estrutura, já que nascemos
com um capital mínimo, se é que aquilo podemos
chamar de capital.
E viemos, a duras penas, conseguindo tocando o barco, à custa de empréstimos bancários e de amigos, sem
contar um dado vital que já foi exposto neste espaço: a
impressionante cumplicidade dos colaboradores que assinam
os artigos, seções e colunas que todo mês preenchem – com a maior qualidade – as páginas da revista. Há
anos, todos eles (à exceção de três, que não podem prescindir
de uma remuneração – pequena – mensal) comparecem
com seus trabalhos, pontualmente.
A situação que temos vivido se estabeleceu por razões
explicáveis: a receita de publicidade nas páginas de Caros
Amigos não cobre os nossos custos. É sabido que qualquer
publicação jornalística periódica, seja de grandes ou
pequenas editoras, garante seu sustento principalmente
com o dinheiro dos anúncios, além da venda em bancas e
de assinaturas. É uma regra, às vezes ingrata.
E que não temos conseguido o número mínimo de
anúncios necessário para ir para frente, desenvolver os
muitos planos que temos na gaveta.
Fazemos essa colocação seguindo nosso princípio jornalístico
aberto, sem peias e quase íntimo com o leitor.
É preocupante o cenário que temos pela frente em
2008, mas continuaremos brigando, como temos feito
até aqui.
Aqui você vai encontrar algumas matérias disponíveis para leitura. A edição 130 já está nas bancas.

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