A Edição e uma Despedida
A simples menção do nome provoca um mal-estar próximo da sensação de impotência: Guantánamo. As raras imagens que o mundo conseguiu ver desse campo de concentração (estabelecido em janeiro de 2002 na base naval que os EUA mantêm em Cuba, por um tratado de mais de cem anos) destinado a suspeitos de terrorismo são inapagáveis: homens em uniforme laranja, vendados, mãos e pés algemados e acorrentados, de joelhos ou sendo tangidos por um ou mais guardas.
Se as cenas de humilhação em Abu Ghraib se restringiram
a um grupo de sádicos, as de Guantánamo se projetam como
uma realidade que desonra não só os Estados Unidos, mas
todos os países que se jactam de pertencer a um Primeiro Mundo.
Senão, leiam os relatos de três ex-prisioneiros de Guantánamo
concedidos ao repórter brasileiro Silvio Carvalho, que publicamos
com exclusividade.
Será o aquecimento global uma tragédia anunciada ou o homem encontrará, em tempo, formas de evitá-la? O arquiteto Ricardo Caruana, professor da Escola da Cidade, aponta uma saída pouquíssimo divulgada, mas que já conta com adeptos em várias partes do mundo – a fixação do carbono na madeira para aplicação na construção civil. Uma surpreendente proposta, mesmo para estudiosos do meio ambiente.
Dois trabalhos exemplares: o de um delegado de polícia no Rio de Janeiro que decidiu humanizar o ambiente da cadeia que comanda, e o de uma mulher em São Paulo que resultou numa favela-modelo.
Na redação de CarosAmigos, uma decisão que sensibilizou a equipe toda: nossa Marina Amaral, editora-executiva da revista, resolveu nos deixar. Foram dez anos de dedicação a esta temerária empreitada de sustentar uma publicação independente e crítica do status quo em um ambiente de comunicação avesso a tal tipo de jornalismo. Assim é que Marina ganhou o respeito e a admiração não só dos leitores, como de todos os que lhe concederam as 59 entrevistas que realizou, e todos que focalizou em suas 35 reportagens, uma das quais lhe trouxe o Prêmio Vladimir Herzog de 2004: “Por Quê?”, sobre uma série de assassinatos de moradores de rua em São Paulo.
Por outro lado, e motivo de sentir-se honrada, como ela própria
disse, vem ocupar seu posto nosso também muito querido Mylton
Severiano.
Aqui você vai encontrar algumas matérias disponíveis para leitura. A edição já está nas bancas.
