PARA SEU CONHECIMENTO
Estamos fechando o ano com mais três processos nas costas, dos sete movidos contra a revista nestes quase dez anos de vida. O que está durando mais é de 2002 e refere-se ao livro CBF-Nike, de nossa editora, a Casa Amarela. Ricardo Teixeira, o inefável presidente da Confederação Brasileira de Futebol, conseguiu que uma juíza de direito do Rio de Janeiro embargasse a distribuição do livro, assinado por dois deputados federais, Aldo Rebelo e Sílvio Torres, respectivamente o presidente e o relator da CPI CBF-Nike, instalada em outubro de 2000 com a finalidade de dar uma olhada nas eventuais mutretas praticadas na fortaleza do ludopédio pátrio.
A batelada de livros segue esperando uma decisão do meritíssimo, 2.000 exemplares abalados pelo tempo de imobilização (quatro anos), trazendo triplo prejuízo aos nossos já modestos cofres. Triplo porque ocupa um espaço pago; porque um certo número de exemplares ficará estragado; e porque não podemos vender um único exemplar.
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Essa ação da CBF-Nike está sendo a mais longa, ainda sem decisão. As duas anteriores foram movidas em 2001, uma pela Unoeste, universidade particular de Presidente Prudente, São Paulo, pertencente a um prefeito da cidade. A revista havia feito uma matéria sobre cursos irregulares oferecidos pela escola em fins de semana, os chamados cursos vagos. Ganhamos a ação. Assim como ganhamos outra movida por universidade particular, a Unaerp, de Ribeirão Preto, São Paulo. Publicamos denúncia de uma candidata ao vestibular da escola sobre “facilidades” para passar na prova. O título da matéria foi: “Pagou, Passou”.
A quarta ação morreu por decurso de prazo. Foi movida por outra figura notável do mundo futebolístico, Roberto Zini, de apelido Beto Zini, ex-presidente do Guarani de Campinas. O nome dele aparecia em nossa reportagem sobre as circunstâncias que cercaram a morte do então prefeito da cidade, Toninho do PT.
Este ano, 2006, apareceram mais três ações. A primeira pela reportagem-perfil do tycoon Cecílio do Rego Almeida, que é tido como o maior grileiro do país e se sentiu ofendido por tal referência (esta semana houve audiência e, em plena sala do fórum, Cecílio veladamente xingou e ameaçou João de Barros, o autor da matéria).
A segunda ação deste ano veio de um delegado de polícia de Barra Bonita, SP, contra nossa edição extra sobre o PCC. Alegação: apologia do crime.
Finalmente a terceira, também de um delegado de polícia, este de Ribeirão Preto, que se sentiu ofendido por estar citado, na seção Enfermaria, em relatos de abuso de autoridade.
Estamos expondo esses fatos de modo que o leitor fique a par de certas atribulações de nossa caminhada e que nos deseje, assim como a ele desejamos, um feliz ano-novo.
Aqui você vai encontrar algumas matérias disponíveis para leitura. A edição já está nas bancas.