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Pinheirinho: jornalista de Caros Amigos narra os abusos em S. J. dos Campos

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Moradores denunciam péssimas condições e vigilância violenta nos abrigos da Prefeitura

Por Gabriela Moncau
Caros Amigos

A maioria dos moradores da ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, dormia às 6h da manhã do domingo (22), quando as bombas da Polícia Militar levaram gás lacrimogêneo dentro dos barracos. As 1700 famílias, cerca de 6 mil pessoas, mal puderam pegar seus pertences quando a operação militar – com o ostensivo contingente de 2 mil policiais, além dos dois helicópteros águia – os colocou para fora de casa embaixo de tiro de borracha.

Apesar de a tragédia já estar anunciada, os moradores ainda traziam a sensação de vitória comemorada na sexta-feira (20), quando a reintegração de posse teoricamente havia sido anulada temporariamente pela Justiça Federal. O que valeria, todos pensavam, seria o acordo firmado na quarta-feira (18), em reunião entre advogados dos moradores, o senador Eduardo Suplicy, deputados estaduais e federais e representantes da massa falida da empresa Selecta, de Naji Nahas, proprietário do terreno, que suspendia por 15 dias a retomada da área.

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Em meio à desocupação, uma oficial de Justiça ainda entregou decisão do juiz federal Samuel de Castro Barbosa Melo de suspensão do despejo. Destinada aos comandantes das polícias Militar, Civil e Guarda Municipal, o documento foi recebido pelo desembargador Rodrigo Capez. Sob a alegação de “conflito de competências”, a ordem não foi acatada. Rodrigo Capez, coincidentemente, é irmão do deputado estadual Fernando Capez, do mesmo PSDB do prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, e do governador de São Paulo (em última instância chefe da PM), Geraldo Alckmin. Quem manteve a decisão de reintegração, mesmo depois de acordo firmado com o próprio proprietário da área, foi a juíza da 6ª Vara Cívil de São José, Márcia Mathey Loureiro.

O que aconteceu lá dentro?

“Motivos de segurança”. Foi essa a justificativa da PM para impedir que qualquer pessoa passasse a barreira da Tropa de Choque para entrar na área do Pinheirinho. No máximo a TV Globo, com coletinho à prova de balas, pôde se aproximar um pouco do trator. De nada adiantou os moradores insistirem para pegar seus pertences, ou ao menos os documentos que não tiveram tempo de apanhar.  Tampouco os apelos da imprensa ou os esperneios dos parlamentares que tentavam fazer alguma coisa. Moradores chegaram a relatar que tiveram seus celulares recolhidos para impedir que registrassem a ação. Que tipo de abusos aconteceram lá dentro? O que fez a polícia quando a maioria dos moradores já estava do lado de fora? Ninguém sabe, ninguém viu.

Parte da população resistia como podia. Montavam barricadas e queimavam carros para dificultar os ataques policiais, atiravam pedras e pedaços de paus. O Estado, no entanto, era desproporcionalmente mais forte: com cavalaria, carros blindados, bombas, gás, tiros de borracha e de arma letal. “Meu marido foi baleado pelas balas da Guarda Municipal. A gente não estava confrontando, a gente estava indo embora para proteger o nosso bebê de 10 meses”, ouvia-se no dia da desocupação da mulher de um homem que teria sido levado para o Hospital Municipal de São José dos Campos em estado grave. Há inúmeros vídeos que flagram policiais militares e da Guarda Civil Municipal (GCM) apontando seus revólveres contra a população. Muitos tiros eram disparados para cima e em direção ao chão.

Vídeo: Cine Los Solidarios

 

A “triagem”

Gritos, choros, correria, tiros, fumaça, ambulância, muitos feridos. As ruas em torno do Pinheirinho pareciam um campo de guerra. Os moradores que saíam da ocupação eram encaminhados à triagem: algumas tendas brancas que foram montadas no Centro Poliesportivo do Campo dos Alemães, logo ao lado, onde deveriam se cadastrar. O papel com a senha ou a pulseirinha azul dariam o direito para as pessoas voltarem às suas casas pela última vez e retirar seus pertences. Enquanto estavam nas tendas, no entanto, os tratores passavam em cima dos barracos, com tudo dentro. Os que chegaram perto da grade para gritar desesperados e atirar pedras foram respondidos com bombas, quase ininterruptas ao longo do dia.

Campo de concentração

“O lugar mais parece um campo de concentração do que de refugiados”, observou bem a jornalista Maíra Kubik Mano referente ao parque que abrigava as tendas de triagem, em matéria para a Carta Capital. Quando as bombas chegaram dentro das tendas, não havia para onde correr. Muitos passaram mal com a fumaça tóxica, principalmente as várias crianças que ali estavam. Um militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi espancado e levado preso. Agora passa bem, mas recebeu tratamento médico com uma algema nos punhos.

Vídeo: agressão gratuita a cidadão:

 

“Considerando o tamanho da área e da operação, constatamos que foi uma ação tranquila. Houve manifestação, houve resistência, atearam fogo em carros, mas a polícia interveio e pessoas foram presas”, declarou o capitão Antero Alves Baraldo, chefe de Comunicação do Comando Leste da PM paulista, em coletiva de imprensa. Ao menos 34 pessoas foram presas. 

Mortos e desaparecidos

O número de feridos, desaparecidos e os muitos relatos de mortes permanecem nebulosos. Além da falta da transparência na operação em si, o fato de a repressão ter sido constante fez com que, na correria, muitas pessoas se perdessem umas das outras, principalmente crianças de seus pais. “Veja quantas crianças estavam correndo sozinhas na rua embaixo de bomba, botei pra dentro de casa”, contou uma senhora, moradora de uma casa há 3 quadras do Pinheirinho, mãe de três filhas que moravam na ocupação, apontando para três pequenos. Os hospitais não podem informar sobre feridos e possíveis mortos. O que se quer esconder?

pinheirinho-i3O movimento tenta agora fazer um levantamento de informações e cadastros para ter em mãos os nomes e a quantidade de pessoas que estão desaparecidas. Herbert Claros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, está participando dessa coleta de dados e afirma que por enquanto já chega a 7 o número de desaparecidos. Em assembleia realizada na terça-feira (24), foi criada uma comissão para procurá-los.

Antonio Carlos dos Santos, um servidor público de 63 anos, deixou o município de Caçapava para ir atrás da irmã e de seus três sobrinhos, dos quais não tem notícias desde a desocupação. “Estou desesperado, não temos mais família em São José, ela teria ido me encontrar em Caçapava”, afirma.

Recém desalojados, os moradores do Pinheirinho foram encaminhados para três abrigos: dois organizados pela prefeitura e um pelo próprio movimento em contato com um padre, na igreja do Campo dos Alemães. “Estamos enfrentando dificuldades para levantar as informações de quem está faltando, pois nos abrigos da prefeitura a polícia não nos deixa entrar”, informou Claros, com preocupação.

Letícia Rabello, professora de São José que apoia a ocupação do Pinheirinho e vem atuando no local em ajuda às famílias, afirma que “há mortos e feridos, mas estão escondendo”. “As famílias de mortos não estão falando porque estão recebendo ameaças”, diz.

Nenhum órgão do Estado ou Município publicou até agora nenhuma lista oficial com número de feridos.

Condições dos abrigos

Na quarta-feira (25), após a igreja do Campo dos alemães alegar que não tinha condições para continuar abrigando as famílias, cerca de mil pessoas se deslocaram até um alojamento da prefeitura, no ginásio do Parque do Morumbi, zona sul de São José dos Campos. Depois de caminhar por 4 quilômetros embaixo do sol, viram-se em um local pequeno para a quantidade de pessoas, sem água, e abafado. Os únicos dois banheiros (para mil pessoas) com chuveiros e descargas sem funcionar. Até o final da tarde ao menos 4 pessoas passaram mal e tiveram de ir para o hospital. Apenas depois das 18h, um carro-pipa chegou para abastecer a caixa d’água do ginásio. Lá está sendo feito também o cadastramento das famílias que receberão R$ 500 de aluguel social pago pelo governo do estado.

No Caíque, nome como é conhecido outro abrigo da prefeitura, próximo ao Pinheirinho, a reclamação principal é das condições dos banheiros. Solange da Silva afirma que as luzes ficam acesas a noite inteira, dificultando o descanso e que toda a sujeira do lugar foi limpa por um mutirão das mulheres.

Vídeo: bombas em crianças

 

'Coleiras'

Ao entrar nos alojamentos, todos têm de colocar uma pulseirinha azul, com a qual são identificados quando andam pelas ruas. “Quem sai aí fora com a coleira – porque essa pulseira é uma coleira – apanha”, relata Sineide Sousa de Jesus, diarista de 42 anos, denunciando ainda que estão dormindo embaixo de fezes de pombo, que caem de cima do ginásio.

Ainda nessa quarta-feira (25), 13 casas abandonadas do bairro Rio Comprido, em São José, foram ocupadas por famílias que saíram do Pinheirinho. A Defesa Civil, no entanto, condena as residências por estarem em área de risco. A região foi abandonada depois de um deslizamento que matou 4 pessoas no ano passado. A prefeitura já entrou com ação judicial para retirar as famílias.

Naji Nahas

É imprescindível, ao analisar o caso do Pinheirinho, ater alguma atenção ao proprietário dessa área de mais de 1 milhão de metros quadrados. A terra pertencia a um casal de alemães (daí o nome Campo dos Alemães do bairro ao lado), que foi brutalmente assassinado em 1969 sob circunstâncias até hoje não esclarecidas. Não há nenhuma informação de como essa terra, deixada sem herdeiros e portanto automaticamente sob responsabilidade do Estado, passou para as mãos do empresário Naji Nahas.pinheirinho-pstu-i

Libanês naturalizado brasileiro, Nahas chegou no país ao final dos anos 1960 com milhões de dólares para investir. Começando com uma criação de cavalos, nos anos 1980 era um capitalista influente e mais rico do que quando chegou, um dos grandes nomes do investimento da Bolsa e Valores do Rio de Janeiro.

Seu nome começou a ficar sujo em 1989, com a quebra da bolsa carioca. Acusado de manipular preços de ações por meio de laranjas para inflacioná-las até vendê-las por um preço que o interessasse, Naji Nahas perdeu todo o crédito que acumulara, afundando todos que estavam na sua bolha, ao menos 6 empresas. Depois de alguns meses fugindo da polícia, foi preso sob regime domiciliar. Condenado a 24 anos de prisão e multa de 730 mil reais por crime contra a economia popular, crime do colarinho branco e formação de quadrilha, Nahas foi declarado inocente em 2004. Nahas voltou a aparecer nos jornais com a operação Satiagraha, comandada pelo então delegado Protógenes Queiroz, quando foi preso novamente sob acusação de lavagem de dinheiro em paraísos fiscais.

O terreno do Pinheirinho, pertencente a gama de propriedades da falida Selecta, de Naji Nahas, está avaliado hoje em aproximadamente R$ 180 milhões, valor que, se descontado da massa falida, se abaterá da dívida milionária que Nahas acumula. Em dezembro de 2011, o débito da empresa em IPTU com a prefeitura de São José dos Campos alcançava R$ 15, 2 milhões.

Especulação imobiliária

Antes completamente abandonado, o terreno do Pinheirinho foi ocupado por 8 anos pelas famílias que foram despejadas, já contando inclusive com plantações, comércios e igreja. Alguns desabrigados assistiram com tristeza a demolição, na terça-feira (24), do barraco onde eram realizadas as assembleias da ocupação, batizado de “Quilombo dos Palmares”.

Se o local for enquadrado como uma Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), como parte do movimento quer, o bairro teria de ser destinado à moradia popular e certamente teria seu valor diminuído no mercado.  Os interesses do mercado imobiliário aumentam também à medida que a área está próxima a um setor industrial de alta tecnologia, além de fazer fronteira com condomínios de luxo de Jacareí, cidade vizinha.

Vídeo: moradores narram o desespero


Resistência

No momento em que a reintegração era feita, centenas de pessoas das cidades vizinhas chegavam a São José dos Campos para prestar solidariedade às famílias e, na medida do possível, resistir junto a elas. Por volta das 14h, a rodovia Presidente Dutra foi bloqueada, em protesto, por volta de uma hora e meia. Pouco depois manifestantes se encontravam, cantando gritos de ordem e indignação, em frente à casa do prefeito. Em apenas 3h de articulação, um ato que reuniu cerca de 600 pessoas na capital, embaixo de chuva, fechou todas as pistas da Avenida Paulista.

Na segunda-feira (23), o MTST ocupou o Ministério da Justiça em solidariedade ao Pinheirinho e com o objetivo de pressionar o Governo Federal a tomar providências a respeito da situação em São José dos Campos. Enquanto isso, mais 600 pessoas faziam ato na frente do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo, na Avenida Morumbi. Na terça-feira (24), manifestantes bloquearam a rodovia Anhanguera, na região de Campinas.

Dia 25 de janeiro, aniversário de 458 anos da cidade de São Paulo, mais de 1.500 pessoas se juntaram na Praça da Sé, para protestar contra as ações militares na região da “Cracolândia” e no Pinheirinho. O governador do estado, Geraldo Alckmin, não seguiu sua agenda oficial, com medo de encontrar a população indignada. O prefeito Gilberto Kassab, no entanto, não deixou de comparecer à missa e, rodeado pelos manifestantes, não conseguiu escapar dos ovos.

A urbanista Raquel Rolnik, relatora da ONU pelos direitos à moradia, encaminhou uma carta de Apelo Urgente e Declaração Pública para a Missão Permanente do Brasil em Genebra, com material de denúncia às violações feitas no que está começando a ser conhecido como “Massacre do Pinheirinho”. O deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) anunciou que também está preparando um dossiê a ser entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) pedindo investigação a respeito dos atos da juíza Márcia Loureiro e da presidência do Tribunal de Justiça que avalizou a decisão da desocupação.

Os advogados do movimento afirmam que não desistirão de desapropriar a área de Naji Nahas para a construção de moradia popular. “Perdemos essa batalha, mas a luta continua”, gritava um jovem enfurecido no dia 22, com um pano cobrindo o rosto e uma pedra na mão.

Pinheirinho resiste bravamente.

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Comentários  

# Vinícius dos Santos https://www.facebook.com/profile.php?id=100000014222480
Revista Caros Amigos, muito obrigado por fazer jornalismo de qualidade, SOMOS TODOS PINHEIRINHO!!!
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# Fernando Pinto
Interessa-me o aspecto político da questão, para além do social. É vergonhoso como a grande imprensa, que age como partido oposicionista, procura blindar o governador de SP, seja omitindo informações sobre o evento, seja transferindo toda a responsabilidade para a Justiça estadual.
Com certeza, veremos o PSDB, nas próximas campanhas, lavando as mãos, alegando que "decisão judicial é para ser cumprida."
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# Natália Marinho
É revoltante a maneira como as coisas são feitas no Brasil. Já não sei mais por qual causa lutar, ou se há uma causa a ser defendida. Enquanto assistimos a um massacre brutal dos direitos humanos da frente de nosso computador, agentes do Governo burlam a lei em favor de inescusos interesses políticos, com o aval de pessoas que deveriam obrar em favor da Justiça. Seria mais fácil se todos os bandidos se travestissem de toucas ninjas. É difícil dissociar, quando a maioria deles usa ternos e salto alto.
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# Joaquim Donizeti de
Carneficina promivida pelo Alckmim e Cury do PSDB aqui em São José dos Campos.
Inadmissivel em pleno seculo 21, a impotencia da sociedade, inclusive do governo federal demonstra a faceta facista do PSDB em São Paulo.

Cuidado Brasil!!!
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# alberto pessanha
a sociedade quer saber.como os alemâes dono do terreno foram mortos.como esse senhor naji nahas conseguiu este terreno.
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# carlos
ta na cara que isto não é um problema social,............é um problema entre a direita e a esquerda, PT contra PSDB e vice versa, quem paga o pato é o povo nesta jogadinha do PT e PSTU, temos que parar de vestir a camisa de partidos politicos, pois depois das eleições, eles esquecem de nós...o povo.Sou pobre e trabalhador, comprei minha casa e estou pagando até hoje, com muita dignidade, enfim, vão trabalhar para conquistar as coisas, ao invés de querer ganhar as coisas de graça, moraram por oito anos no local, com luz, agua e sem pagar aluguel......não deu para guardar nenhum dinheiro..........sacanagem então.....agora ganhar terreno de graça sem trabalhar isto este povo quer........sou contra a violencia da policia, mas a favor da desocupação, quer algo, trabalhe e conquiste, se a moda pega, então é só invadir que ganha.......não , trabalhando que se conquista algo......agora no bem bom, com o suar dos outros, ai não e tem mais, os que realmente precisam estão nos abrigos, que comparado com o numero de moradores que tinha no pinheirinho é bem menor, então os teóricamente safados, que estavam lá em busca de um terreno mas que moravam ou tinham condiçoes ou imovel em outro local foram embora.............então trabalhe e conquiste.........de graça não,
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# Jesiel
Citando carlos:
Sou pobre e trabalhador, comprei minha casa e estou pagando até hoje, com muita dignidade, enfim, vão trabalhar para conquistar as coisas, ao invés de querer ganhar as coisas de graça, moraram por oito anos no local, com luz, agua e sem pagar aluguel......não deu para guardar nenhum dinheiro..........sacanagem então.....agora ganhar terreno de graça sem trabalhar isto este povo quer........sou contra a violencia da policia, mas a favor da desocupação, quer algo, trabalhe e conquiste, se a moda pega, então é só invadir que ganha.......não , trabalhando que se conquista algo......agora no bem bom, com o suar dos outros, ai não e tem mais, os que realmente precisam estão nos abrigos, que comparado com o numero de moradores que tinha no pinheirinho é bem menor, então os teóricamente safados, que estavam lá em busca de um terreno mas que moravam ou tinham condiçoes ou imovel em outro local foram embora.............então trabalhe e conquiste.........de graça não,



Você defendeu a desocupação mesmo tendo lido ali que não se sabe como esse terreno que era de alemães foi passar pra mão dio nahas. Era um terreno grande, desocupado, improdutivo, é certo que uma pessoa só tenha tanto e desperdice enquanto muitas pessoas não tenham nada? Você comprou sua casa, será que se você estivesse no lugar daquelas pessoas você teria conseguido fazer o mesmo? Só porque as pessoas criticam essa desocupação quer dizer que elas concordam com a ocupação de qualquer terreno e que as pessoas ganhem coisas sem trabalhar? A grande questão é que houve uma injustiça tremenda ali, havia muitos interesses no jogo, existia diversas maneiras melhores de fazer a desocupação, não se faz isso com o povo.
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# Caio
dois errados nao fazem um certo.... apropriaçao só é valida e correta desde que nao invada o que é SEU, dos outros pode... quando se controe, vive no que nao lhe pertence, a casa cair será apenas uma consequencia.... o povo brasileiro reclama do governo, da policia e da violencia, mas agora vem defender a invasao de propriedades, o mesmo tipo de invasao que permitiu a existencia e criaçao de todo o trafico, "de frente pro mar" existente no Rio de Janeiro.... direitos iguais, se invadir é possivel que seja direito de todos (antes que perguntem a av paulista já é minha)
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# Elô
Minha nossa... Lendo as palavras dese indivíduo aí, "Carlos", comecei a pensar em diversos argumentos que facilmente contradizem as afirmações dele... No entanto, tem uma coisa que tá me encomodando mais: a consciência social do povo brasileiro, por onde anda? É por pessoas que pensam assim, que temos uma classe política dessas... Enquanto as pessoas olham só pro seu umbigo, "lutando" pra ter só o seu, e chamando de vagabundo aqueles que o sistema econômico não deu oportunidades,enquanto isso, temos uma meia dúzia de gatos pingados vindos da Líbia, ou Europa, ou EUA, ou seja lá de onde for, que se unem às famílias oriundas ainda do Brasil colonial (que a dezenas de anos governam o país), pra explorar as nossas riquezas. E aí, diante de tudo isso, o indivíduo só consegue pensar que, pessoas que não tinham onde morar, e construíram casas populares em um terreno abandonado, são vagabundas? Vejam que, o cara não é capaz de escrever ! linha sequer sobre os crimes de colarinho branco cometidos pelo Nahas, ou meia linha a respeito das crianças mortas e feridas na ação.

Mas o que realmente me entristece não é que hajam pessoas assim no meu país e no mundo, mas que essas pessoas estejam em número cada vez maior... Triste mesmo...
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# Madeleine de Paula G
Que horror, fala assim como se nunca tivesse pisado num hospital publico, passando muito mal e escutado que só teria atendimento apos o jogo de futebol. Como se nunca tivesse estudado em escola pública onde o importante não é aprender e sim sair passando os alunos direto para fingir que o país tem educação de qualidade. Como se nunca tivesse tomado um ônibus em que o valor da passagem é abusivo e sempre sobe mais sem justificativa cabível para as empresas lucrarem. Nós pobres (Não estou na situação deles, por muiiita sorte, mas ainda dependo de hospital público, transporte público então também sou pobre...)não temos direito a nada. Somos tratados como lixo. Somos roubados em impostos e outras coisinhas mais, as vezes não temos o que dar de comer para nossos filhos mesmo que trabalhando em mais de um emprego, limpando e lavando e fazendo trabalhos braçais, pois o direito a educação é fachada e você vai ficar contra nós? Você prefere que expulsem famílias, crianças, matem seres humanos, pra devolver o terreno para alguém, que diferente de você que paga a sua casa e suas contas em dia, está devendo milhões daquele terreno? Pelo que li do seu comentário, você está torcendo pras pessoas certas. É exatamente esse caráter que você parece ter. Bem medíocre. E que nenhum desastre ocorra com a sua casinha, ela deve ser tudo o que você é. Sem ela você não vai ser nada!
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# Joelma do Couto
valeu Gabi,assim se faz jornalismo, grande relato, somos todos Pinheirinho.
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# Willian
As pessoas andam falando do caso pinheirinho, visiono que a atitude do governo esta ERRADA, se o terreno é privado o dono tinha que pelo menos zelar para manter aquele espaço fechado, coisa que não é. Agora depois de 9 anos o governo resolve mostrar ação. Ele se preocupa em tirar o as pessoas de lá custe o que custar. Lá não morava só marginais não, mas a grande maioria FAMÍLIAS, homens, mulheres e crianças. Agora o Estado diz que está cumprindo a lei.... sim percebo que a lei vem sendo cumprida rigorosamente com o POBRE mas com os ricos vejo situações bem mais FLEXÍVEIS( o famoso jeitinho brasileiro). Minha pergunta é aonde essas pessoas irão ficar agora? Queria ver se fossem eles vivendo na rua, enfrentando, frio, calor, chuva e a FOME....... #falomesmo
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# D
Mantenha sua casa arrumada e limpa, se tiver suja vou tomar posse e dar pra outra pessoa! Se vc tem algo eh seu e ponto final; se vc cuida ou nao, nao interessa, eh seu! Eu nunca vou comprar terras no brasil. A gente compra mas depois tem uns que querem tomar da gente! Por isso que ninguem de fora investe no brasil. Puro medo de comprar e depois ter que lidar com invasores. Nao interessa quem morava la; la nao era deles. Tem dono e ponto final. Quer saber, acho que deve ter um espacinho ai na sua casa, vamos mandar umas 2 ou 3 familias pra morar com vc, o que acha?? Respondi sua pergunra. Onde vao ficar? Vao ficar na sua casa, de graca!
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# David
Pois é, neste país há direito de propriedade para mafiosos como Naji Nahas, porém, o trabalhador não tem sequer direito à vida, embora em um texto de ficção se fale em direito à moradia e a um salário mínimo que garanta todas as necessidades do ser humano. Eu gostaria que os trabalhadores deste país tivessem direito à propriedade de um lugar para viver, e que a burguesia não tivesse direito à propriedade para especular às custas da desgraça de quem produz a sua riqueza
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# kayky
Em primeiro lugar, parabéns pelo jornal de qualidade, mas o que me leva a postar esse comentário é a minha suspeita com relação a um fato. durante esta semana a mídia não tem falado de outra coisa que não seja o desabamento no Rio de Janeiro, como se o mundo tivesse parado para o fato, desviando totalmente a atenção do que está acontecendo no pinheirinho. Enfim, não querendo fazer falsas acusações, nem parecer fanático, eu creio que este acidente foi causado pelo próprio governo para desviar as atenções do "massacre do pinheirinho" e para que o mundo não tenha conhecimento do que estar acontecendo. a história do nosso país prova que isso é muito possível.
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# Murilo
Kayky, seu comentário foi muito pertinente. É claro que um fato como o ocorrido no RJ não deve ser encarado como mera jogada política, mas que veio em uma hora muito propícia, não podemos negar. É bom ver que temos cidadãos atentos ao que ocorre no país e que não aceita a informação massificada. Parabéns à Caros Amigos e aos seus leitores. Peço apenas que não se calem!
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# Adriana
Amigo, daqui há pouco é carnaval e aí sim, infelizmente tudo isto cairá no esquecimento dos ignorantes.
No momento eu tenho vergonha de morar neste país....
A atitude do Poder Judiciário, através dessa juíza, que concedeu a ordem me envergonha, sou advogada há 10 anos...e neste momento gostaria de sair qualquer outra coisa, a justiça está falida neste país...
Acho sim que devemos levar o caso para as Cortes internacionais sobre Direitos Humanos, para que todos saibam que o BRASIL, país do futebol blablabla não respeita as famílias, os idosos, as crianças, os pais, as mães, e seus pobres animais.....
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# Dulcinéa S Carvalho
Mais uma vez obrigada pela informação concisa e denunciadora.
Sinto-me orgulhosa de ser assinante da "Caros Amigos", que presta inestimável serviço ao país.
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# Fernando Azevedo
Como é doloroso saber que tudo isso acontece com o aval da grande mídia, mídia essa que faz nossos filhos seus espectadores. Mas o que eu acho pior é o governo federal, governo que teve o meu voto e da minha família, não fazer nada para mudar isso. Em São Paulo a direitona pratica absurdos: mata, maltrata e tira dos pobres para dar aos ricos, e nada é feito para evitar essas babáries. Sra. Presidenta, faça valer o apoio que o ex presidente Lula lhe deu assim como aquele povo da favela PINHEIRINHO. Cadê a esquerda desse País? Cadê os movimentos sociais nessa hora? Ainda bem que existe Caros Amigos e PHA nesse Brasil, ainda bem...
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# José Albuquerque
É reovoltante como as demandas da população, particularmente os mais pobres, são tratadas como caso de polícia nesse país. Em nome de uma suposta legalidade se comete atos brutais de desrespeito aos direitos humanos. A democracia burguesa revela os limites no Brasil.
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# eli
Se não houver leis e respeito as mesmas e o respeito a propriedade onde vamos parar?
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# Jonas Ruiz
Este tipo de ação governamental tem nome,ou nomes:nazismo;facismo;absoluti smo e etc.Vergonha para as pessoas que elegeram mais um governador da direita.
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# simone
Uma matéria competente. Fico revoltada com as imagens. A polícia destruiu tudo que aquelas pobres pessoas tinham. A Polícia e os políticos não tiveram o mínimo de consideração. Aonde estão os direitos humanos?
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# José Bonaparte
Sempre votei no PT e contuarei votando porque com esse partido o país melhorou muito e o pobre é sempre o alvo das ações sociais desse governo.Todavia, estou indignado com a omissão do PT e do governo DILMA nesse caso de Pinheirinho. Principalmente a Presidenta que foi perseguida e torturada, admitir acontecer em seu governo atos de barbárie da polícia militar e do governo de SP, como esses que aconteceram em Pinheirinho.Declarações dos habitantes do terreno apontam para mortes e dizem que os cadáveres estão sendo escondidos pelo governo de SP. Será que voltamos ao regime de ditadura. Presidenta tenha força intervenha a favor dos pobres indefesos e cobre investigação do MPF, PF e OAB, sobre essa vergonhosa ocorrência. Afinal, quem defenderá esses pobres trabalhadores ? Veja a declaração de um defensor público sobre o antes ? A polícia e a justiça de SP, desrespeitou tudo e todos. O país ficou manchado e o povo envergonhado da tamanha covardia da polícia contra crianças, mulheres e homens, todos brasileiros e cidadãos.
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# Tomas
Porque somente depois de nove anos da primeira ocupação é que o governo começa a agir?
Eles esperam tudo se solidificar, esperam o comércio florescer, virar uma vila cotidiana, uma lar pra dezenas de famílias, e aí eles agem? Como assim?
Já li e ouvi opiniões a favor e contra pinheirinho, mas uma coisa que está na cara é de que.............. O GOVERNO SÓ AGE POR INTERESSE PRÓPRIO, E NÃO PELO POVO QUE ELE DEVIA AUXILIAR. SE LEI É LEI E REGRA É REGRA QUE NEM COMEÇASSE A OCUPAÇÃO. OU DEIXA PARA A POPULAÇÃO UM TERRENO ESTAGNADO, PRIVADO E IMPRODUTIVO OU NÃO ESPERA A PORRA DE 9 ANOS PRA AGIR
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# adriana
Diante de tantas imagens covardes tenho vergonha de ser brasileira,sou Adriana,cidadã comum,sou do pais dos pinheirenses e vc de que pais é?Aonde está o nosso governo,Dilma cadÊ vocÊ???
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# claudia
O Brasil é injusto mesmo. Sou doutora pela USP, tenho graduação e mestrado em uma universidade pública de SP, considerada uma das melhores do Brasil, sei inglês e francês, e só consegui comprar minha casa própria depois de mais de 20 anos pagando aluguel, quando já estava com quase 40 anos. É uma casa de 200 metros num bairro razoável de São José dos Campos, SP, mas nada excepcional, nem a casa, nem o bairro. Trabalho desde os 15 anos, com registro em carteira, fiz o Ensino Médio (2º. grau, na minha época) e a graduação em cursos noturnos. Estudei numa época em que o governo não distribuía nem sequer um lápis aos estudantes pobres; todo o meu material escolar, e dos meus 4 irmãos, foi comprado com o suado dinheiro que meu pai ganhava como carpinteiro. Como eu, tenho diversos amigos. Gostaria muito que os políticos que defendem os direitos dos ex-moradores do Pinheirinho defendessem também os “direitos humanos” de tantos estudantes que, como eu fui, querem um Ensino Fundamental e Médio público e de qualidade, que, ao final do Ensino Médio, possam ingressar em cursos de universidades públicas de primeira linha. Gostaria muito ainda que esses políticos defendessem os direitos de estudantes que precisam trabalhar de terem uma jornada de trabalho de meio período (de 4 a 6 horas diárias). Esse era um dos meus grandes sonhos quando fazia o 2º. grau e a universidade, mas só ficou no sonho, pois sempre trabalhei em período integral. Parece-me que há algo de podre no Reino da Dinamarca, não?
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# Robson T P
os bandidos tem que começar a matar politicos safados e policiais
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# Norberto
É impressionante com muitas pessoas têm apego a propriedade!! As pessoas humildes nao querem tirar nada de ninguem. Pelo contrario. Curioso o moralismo de pessoas indignadas por propriedade. O Brasil era um pais de nativos que os portugues chamavam de indios, esse antivos sim sao os donos da propriedade. Muitas dessas terras que os que se acham donos nem comprada foi. Tem ecritura porque conseguiram de form aduvidosa na epoca da ditadura ou ate pouco tempo. Tem muitos conservadores indignados, mas eles sim, tiraram o que é dos outros.
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# paloma ester
nessa epoca existia realmene os policias corupito queria gannha dinheiro atras das pessoas dos emposto delas foi uma tragedia crianças morendo pai mae familias destruida sem sabe pra onde ir morra policiais corrupito
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utopia

SOCIALISMO
Uma Utopia Cristã

De Luiz Francisco F. de Souza

O autor mostra de modo convincente que até a metade do século XIX o socialismo ostentava uma clara inspiração religiosa, especialmente cristã. Foi só depois do Manifesto de Marx e Engels que o socialismo se afastou de suas fontes religiosas.

Gênero: Não-Ficção - Ensaio - Páginas: 1.149

De R$ 90,00 por apenas R$ 49,50


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