Nilton Viana: o Brasil de Fato quer dialogar com os trabalhadores
Entrevista: Nilton Viana
"O Brasil de Fato quer dialogar com os trabalhadores"
Participaram: Cecília Luedemann, Débora Prado, Hamilton Octavio de Souza e Tatiana Merlino
Editor-chefe do semanário Brasil de Fato, o jornalista Nilton Viana fala de sua trajetória como militante social e dos vários momentos do jornal, que acaba de completar 9 anos de circulação. Ele analisa o problema da sustentação financeira na imprensa popular e de esquerda, a questão da base social de apoio e sobre as dificuldades de se conseguir publicidade de órgãos públicos, no Brasil, os quais costumam gastar fortunas em veículos de comunicação da imprensa neoliberal e de direita. Nilton Viana fala também sobre a posição do jornal em relação aos governos Lula e Dilma, nesses 9 anos de vida do Brasil de Fato.
Leia a entrevista.
Hamilton Octavio de Souza - Você poderia falar sobre a sua trajetória como jornalista e como você chegou ao Brasil de Fato?
Nilton Viana - Eu, na verdade, antes de ser jornalista sou militante. Esse é o diferencial na minha vida profissional até hoje. Eu tive o privilégio de iniciar a militância política muito cedo, principalmente no movimento estudantil, no começo dos anos 1980, e, depois, no movimento sindical.
Hamilton Octavio de Souza - Onde?
Principalmente em Osasco, onde era a minha base de atuação. Eu fui bancário durante muito tempo e me tornei militante do sindicato dos bancários. Fui o primeiro cipeiro eleito na história do Bradesco, na Cidade de Deus. O banco sempre fraudava as eleições da Cipa. Eu fui sindicalista bancário, militei no sindicato dos bancários até 1989. E tive o privilégio, sim, apesar de hoje com várias questões políticas que implicaram no decorrer desses anos, de construir o PT e a CUT. E nesse período convivi com várias figuras importantes da vida política que me ajudaram no meu processo de formação. Depois disso, eu cursei os quatro anos de Engenharia Elétrica, percebi que eu não tinha nada a ver com engenheiro, e fui fazer Jornalismo. Ao mesmo tempo em que era militante, escrevia muito para o jornal do sindicato dos bancários, cuidava junto com alguns jornalistas e militantes de um jornal dos funcionários do Bradesco chamado Bradejo, e também ajudava na Folha Bancária, que chegou a ter tiragem diária de 120 mil exemplares. Esse processo de formação me ajudou bastante, terminei a faculdade, continuei ajudando principalmente o movimento sindical, contribuindo na área de comunicação.
Para ler a entrevista completa e outras matérias confira edição de fevereiro da revista Caros Amigos, já nas bancas.



