Cuba: Uma caixa de surpresas
Socialismo cubano começa nova fase e dirigentes estão preocupados com a corrupção
Por Mário Augusto Jakobskind
Havana - Cuba é realmente uma caixa de surpresas. Analisar o que se passa na ilha caribenha sem cair nos estereótipos da direita e de setores tradicionais da esquerda é tarefa difícil. Para a direita, Cuba é sinônimo de tudo que pode haver de pior. Claro, a análise é feita a partir de parâmetros mentirosos e sem pé na realidade.
Já na esquerda tradicional, áulica, Cuba é vista como um paraíso na face da terra. Partem de premissas tremendamente otimistas, mas que não se sustentam na realidade. São defensores incondicionais da revolução cubana, mas suas teses não raramente são irreais e negadas pelos
próprios cubanos, protagonistas do processo de transformações que a ilha passa.
A ilha caribenha tem um grande capital e de grande valor nos dias de hoje. Ao contrário que acontece no México, no Brasil, na Venezuela e agora mesmo em países europeus que enfrentam grave crise, em Cuba o visitante circula com a maior tranquilidade, mesmo por ruas pouco iluminadas.
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