Especial: Os invisíveis da cadeia do ferro. Por Tatiana Merlino
BRASIL PROFUNDO
Os invisíveis da cadeia de ferro
Por Tatiana Merlino, Enviada Especial a Açailândia (MA)
“Aqui é para morrer”, diz Luzinete Campelo de Góis, sentada na sala de sua casa, sob o olhar atento e curioso de crianças que se acotovelam na porta de entrada da residência, localizada no distrito industrial de Piquiá, município de Açailândia, a 600 quilômetros de São Luís, capital do Maranhão.
Os móveis estão cobertos por plásticos pre- tos, que também foram colocados no teto, sob as telhas. “Sem ele, chove poeira dentro de casa”. O neto de Luzinete sofre com coceira e tem pneumonia. “Tenho muita falta de ar e enjoo. Tem um rapaz aqui que morreu de asma. De repente, vou morrer igual a ele”, diz a mulher de 46 anos.
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