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O dragão guerreiro contra o santo da maldade

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O dragão guerreiro contra o santo da maldade

Por Gilberto Vasconcelos

Santo do mal? Pois é, se for tomado o sentido além da lógica formal. O que fez Marx com Hegel, colocando de cabeça virada para baixo, é necessário fazê-lo com o adágio glauberiano: a criminalidade não está apartada da santidade. Marx considerou a moeda uma mediação onipresente tal qual Cristo na relação Deus, santo e padre.
A inversão simbólica (santo/mal, dragão/guerreiro) justifica-se pelo capitalismovideofinanceiro, no qual a santidade está comprometida com a autoglorificação
religiosa da fraqueza e resignação; afinal toda religião é do corpo morto.
O gospel da filantropia pressupõe o caráter ineliminável da miséria, assim a faculdade de pensar se distancia da faculdade de rebelar-se.

Para ler o artigo completo e outras matérias confira edição de janeiro da revista Caros Amigos, já nas bancas.

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