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Sérgio Vaz: Luva de pelica

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Luva de pelica

Por Sérgio Vaz

Sou um alvo fácil para os meus inimigos
Assino poeta, não só quando escrevo, mas quando vivo
escrevo coisas no papel que na boca viram guizo
olhos fracos e na boca sempre um sorriso.


Sou um alvo fácil para meus inimigos
moleque do vento de coração atrevido
ando nas ruas como se fossem de vidro
chego ao inferno feito anjo sem juízo.


Sou um alvo fácil para meus inimigos
de manhã acordo num céu sem abrigo
carente de abraços e punhos imprecisos
trilho sem saber odiar, o amor improviso.

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