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Amigos de papel: Comeram o bispo Sardinha

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Comeram o bispo Sardinha

Por Joel Rufino dos Santos

Dizia Lobato, há setenta anos, que a única lição da nossa História aprendida no colégio foi “os caetés comeram o bispo Sardinha”. No seu tempo, e até hoje, o ensino de História do Brasil é lamentável. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento – é, em síntese, o melhor que se pode dizer dos didáticos de hoje. Sendo assim, as tentativas de derrubar mitos e falácias da História do Brasil são sempre bem-vindas. Como o combate pela História é político, às vezes custa caro aos que o travam – eu mesmo fui preso, em 1965, por ajudar a escrever uma História Nova.
Há meses está na lista de mais vendidos um Guia politicamente incorreto da História do Brasil. Assisti a uma mesa com seu autor, na Feira Literária de Cachoeira, BA. Não me pareceu um oportunista, desses que engarrafam a história do livro – embora eu possa me queixar de ele ter anotado ser o meu Zumbi (1982) um comunista em pleno século XVII. Leu apressado, talvez; ou não distingue comunismo de comunitarismo, que o que escrevi. (De passagem, felicito o a autor do Guia pela sorte inversa à minha).

 

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