Guerra do Ópio e Eurocentrismo
Guerra do Ópio e Eurocentrismo
Por Emir Sader
Dois livros saem simultaneamente na Inglaterra. Um de Neil Ferguson, tradicional defensor da “superioridade branca”, com o sintomático título de “Civilização: o Ocidente e o resto”, o outro uma boa reconstrução histórica e política: “A guerra do ópio: drogas, sonhos e a construção da China”, de Julia Lovell. Juntos, compõem um quadro perfeito do mundo colonizador e a mentalidade eurocentrista que o sustenta.
Neil Ferguson retoma sua visão explicitamente eurocentrista, expressa já no significativo título do livro. O tom melancólico, sob o cenário da crise atual, que rebaixa o perfil da Europa a níveis inimagináveis até um tempo atrás, serve para uma visão retrospectiva da ascensão e consolidação da Europa como centro do mundo e herdeira de todas as civilizações, como se representasse um ponto de chegada de todas elas.
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