Uma "brecha" no belo Uruguai
28/01/2011
Tacape:
Uma "brecha" no belo Uruguai
Por Rodrigo Vianna
Tive o privilégio de passar uma semana de férias no Uruguai, pouco antes do fim do ano. Como já conhecia a região de Colônia de Sacramento (cidade colonial construída pelos portugueses à beira do rio da Prata), dessa vez preferi seguir com minha mulher para o litoral a leste de Montevidéu.
Evitamos a muvuca de Punta del Leste – balneário tomado de prédios gigantescos que conseguem o milagre de tornar feia uma área originalmente bela como aquela península de Punta. Passamos batido por ali, e optamos por explorar um pouco mais outras praias da região, incluindo a instigante Chihuahua, além de La Paloma e La Pedrera. Essa última tem lindas formações rochosas à beira-mar, além de pousadas com preços razoáveis, o que a faz um ponto muito procurado pelos surfistas.
Mas, antes que nossos caros leitores pensem que me transformei em guia turístico, explico que as praias foram apenas parte do roteiro: passamos também três dias na acolhedora Montevidéu. Uma capital sem trânsito, com gente calma, que vai para a beira-rio tomar o mate no fim da tarde. Uma capital cheia de livrarias de porte médio – onde ainda existe a figura do livreiro, que sabe indicar as melhores edições de cada obra, conhece autores, sabe como agradar o leitor.
O meu foco era a obra de Mario Benedetti – recém falecido. Li ano passado A Tregua, um romance simples e estupendo. Depois disso, me apaixonei pela obra e pela figura de Benedetti - que além de escrever bem (mal comparando, uma mistura de Drummond com Rubem Braga), era um intelectual de esquerda e colaborador de publicações como Brecha.
Trouxe na mala 2 livros de poesia, um outro de contos e mais um romance do notável escritor uruguaio. Trouxe também alguns exemplares de Brecha - jornal semanal que acaba de completar 25 anos!
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