Notas sobre a guerra do Rio
Notas sobre a guerra do Rio
Por Guilherme Scalzilli
Qualquer solução para a supremacia do crime organizado nas regiões carentes prevê uma etapa de choque armado e conquista territorial. É ingênuo supor que apenas a redução da desigualdade conseguiria sanar o caos institucional vigente, e mais ingênuo ainda imaginar que algum programa social de longo prazo seria viável nas atuais circunstâncias.
As Forças Armadas podem e devem participar do processo. Já não fariam mais do que honrar os altos custos orçamentários que acarretam ao país. Quando militares são incapazes de resistir a ameaças e tentativas de corrupção, lamento muito, mas lhes falta apenas um passo rumo à inutilidade.
As ações policiais nas favelas cariocas precisam continuar até a concretização inequívoca de seus objetivos. Caso contrário, após dois ou três episódios semelhantes o crime organizado ficará tática e logisticamente invencível. Seria um desrespeito às famíliasque toleram sacrifícios imensuráveis, além de representar a humilhação histórica das autoridades públicas fluminenses.
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