1. Ir ao Menu
  2. Ir ao Conteúdo
  3. Ir ao Rodapé

Privatizações: a quem interessa?

PDF Imprimir E-mail

Privataria do PT

Por Maria Lúcia Fattorelli

Em meio a insistentes ataques da grande mídia à “corrupção” de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se:
. Privatização da previdência dos servidores públicos
. Privatização de jazidas de petróleo, inclusive do Pré-Sal
. Privatização dos aeroportos mais movimentados do país
. Privatização de rodovias
. Privatização de hospitais universitários
. Privatização de florestas
. Privatização da saúde, educação, segurança e muitos outros serviços essenciais, que recebem cada vez menor quantidade de recursos haja vista a luta de 20 anos pela implantação do piso salarial dos trabalhadores da Educação, a recente greve dos policiais na Bahia, ausência de reajuste salarial para os servidores em geral, entre vários outras necessidades não atendidas, evidenciada recentemente na tragédia dos moradores do Pinheirinho em São Paulo, enquanto o volume destinado ao pagamento de Juros e Amortizações da Dívida Pública continua crescendo cada vez mais.

"O ponto central está no fato de que o beneficiário de todas essas medidas é um ente estranho aos interesses do povo brasileiro e da Nação"

Qual a justificativa para a entrega de áreas estratégicas ao setor privado? Por que criar um mega fundo de pensão para os servidores públicos do país quando os fundos de pensão estão quebrando no mundo todo, levando milhões de pessoas ao desespero? Por que leiloar jazidas de petróleo se a Petrobrás possui tecnologia de ponta? Por que abrir mão da segurança nacional ao entregar os aeroportos mais movimentados para empresas privadas e até estrangeiras? Por que privatizar os hospitais universitários se esses são a garantia de formação acadêmica de qualidade? Por que privatizar florestas em um mundo que clama por respeito ambiental? Por que deixar que serviços básicos, sejam automaticamente privatizados, a partir do momento em que se corta recursos destas áreas?

O que há de comum em todas essas privatizações e em todas essas questões? O ponto central está no fato de que o beneficiário de todas essas medidas é um ente estranho aos interesses do povo brasileiro e da Nação. Os únicos beneficiários têm sido o setor financeiro privado e as grandes transnacionais.

Então, por que o governo tem se empenhado tanto em aprovar todas essas medidas contrárias aos interesses nacionais? E o que diz a grande mídia a respeito dessas medidas indesejáveis? Não divulga a posição dos afetados e prejudicados por todas essas medidas, mas promove uma completa “desinformação” ao apresentar argumentos falaciosos e convincentes propagandas de que o Brasil vai muito bem e que a economia está sob controle.

Ora, se estamos tão bem assim, qual a razão para rifar o patrimônio público? Por que esse violento round de privatizações partindo justamente de quem venceu as eleições acusando a privataria?

Na realidade, o país está sucateado. Vejam as estradas rodoviárias assassinas e a ausência de ferrovias; a desindustrialização; o esgotamento de nossas riquezas; as pessoas sem atendimento hospitalar, com cirurgias adiadas até a morte; os profissionais de ensino desrespeitados e obrigados a assumir vários postos de trabalho para sustentar suas famílias; o crescimento da violência e do uso de drogas.

É inegável o fato de que o PIB brasileiro cresceu e já somos a sexta potência mundial, mas o último relatório da ONU mostra que ocupamos a vergonhosa 84ª posição em relação ao atendimento aos direitos humanos, de acordo com o IDH1, o que é inadmissível considerando as nossas imensas riquezas.

Algo está muito errado. Não há congruência entre nossas riquezas e nossa realidade social. Não há coerência entre o discurso ostentoso e a liquidação do patrimônio nacional.

Dizem que temos reservas internacionais bilionárias, mas não divulgam o custo dessas reservas para o país, o dano às contas públicas e ao crescimento acelerado da dívida pública brasileira que paga os juros mais elevados do mundo. Dizem que temos batido recordes com exportações, mas não divulgam que lá de fora, valorizam os preços da chamadas “commodities” e o que fazemos: aceleramos a exploração dos nossos recursos naturais e os exportamos às toneladas. Mas quem ganha já não é o país, pois as minas, as siderúrgicas e o agrobusiness já foram privatizados há muito tempo.

Outra grande falácia é de que o Brasil está tão bem que a crise financeira que abalou as economias dos países mais ricos do Norte – Estados Unidos e Europa – pouco afetou o país. A grande mídia não divulga, mas a raiz da atual crise “da Dívida” que abala as economias do Norte está na crise do setor financeiro. A crise estourou em 2008 quando as principais instituições financeiras do planeta entraram em risco de quebra. Tal crise dos bancos decorreu do excesso de emissão de diversos produtos financeiros sem lastro – principalmente os derivativos - possibilitada pela desregulamentação e autonomia do setor financeiro bancário. Embora tivessem agido com tremenda irresponsabilidade na emissão e especulação de incalculáveis volumes de papéis sem lastro, tais bancos foram “salvos” pelos países do Norte à custa do aumento da dívida pública, que agora está sendo paga por severos planos de ajuste fiscal contra os trabalhadores e crescente sacrifício de direitos sociais.

"Apesar da monumental ajuda das Nações aos bancos, o sistema financeiro internacional ainda se encontra abarrotado de derivativos e outros papéis sem lastro"

Apesar da monumental ajuda das Nações aos bancos, o sistema financeiro internacional ainda se encontra abarrotado de derivativos e outros papéis sem lastro - tratados pela grande mídia como “ativos tóxicos”. Grande parte desses papéis foi transferida para “bad Banks”2 em várias partes do mundo, à espera de serem trocados por “ativos reais”, principalmente em processos de privatizações.

Assim funcionam as privatizações: são uma forma de reciclar o acúmulo de papéis e transferir as riquezas públicas para o setor financeiro privado. Relativamente à privatização da Previdência dos Servidores Públicos, o Projeto de Lei PL-1992 cria o FUNPRESP que, se aprovado, deverá ser um dos maiores fundos de pensão do mundo.

Na prática, esse projeto se insere em tendência mundial ditada pelo Banco Mundial, de reduzir a participação estatal a um benefício mínimo, como alerta Osvaldo Coggiola, em seu artigo “A Falência Mundial dos Fundos de Pensão”: “Com este esquema, o que se quer é reduzir a aposentadoria estatal de modo a diminuir o gasto em aposentadorias e aumentar os pagamentos da dívida do Estado.”

A dívida brasileira já supera os R$ 3 trilhões. A grande mídia não divulga esse número, mas o mesmo está respaldado em dados oficiais (leia aqui).

Os fundos de pensão absorvem grandes quantidades de papéis, pois funcionam trocando o dinheiro dos trabalhadores por papéis que circulam no mercado financeiro. Os tais “ativos tóxicos” estão provocando sérios danos aos fundos de pensão, como adverte Osvaldo Coggiola: “... duas Agentinas e meia faliram nos Estados Unidos como produto da crise do capital, levando consigo os fundos de pensões lastreados em suas ações. Na Europa, a situação não é melhor. A OCDE advertiu sobre o grave risco da queda nas Bolsas sobre os fundos privados de pensão, cuja viabilidade está ligada à evolução dos mercados de renda variável: “Existe o risco de que as pessoas que investiram nesses fundos recebam pouco ou nada depois de se aposentar”.

O art. 11 do PL-1992 não permite ilusões quanto ao risco para os servidores federais brasileiros, pois assinala que a responsabilidade do Estado será restrita ao pagamento e à transferência de contribuições ao FUNPRESP. Em outras palavras, se algo funcionar errado com o FUNPRESP; se este adquirir papéis podres ou enfrentar qualquer revés, não haverá responsabilidade para a União, suas autarquias ou fundações.

Previdência é sinônimo de segurança. Como colocar a previdência em aplicações de risco? Qual o sentido dessa medida anti-social? O gráfico a seguir, elaborado pela Auditoria Cidadã da Dívida, revela porque a Previdência Social tem sido alvo de ferrenhos ataques por parte do setor financeiro nacional e internacional: o objetivo evidente, como também alertou Osvaldo Coggiola, é apropriar-se dos recursos que ainda são destinados à Seguridade Social para destiná-los aos encargos da dívida pública.

PRIVATARIA-DO-PT-grafico


* Nota: O valor de R$ 708 bilhões inclui o chamado “refinanciamento” ou “rolagem”, pois a CPI da Dívida Pública comprovou que parte relevante dos juros são contabilizados como tal. Para mais informações clique aqui.


As diversas auditorias cidadãs em andamento no Brasil e no exterior, bem como a auditoria oficial equatoriana (2007/2008) e a CPI da Dívida no Brasil (2009-2010) têm demonstrado que o único beneficiário do processo de endividamento público tem sido o setor financeiro.

No Brasil, o gráfico a seguir denuncia o privilégio da dívida, pois a dívida absorve quase a metade dos recursos do orçamento federal, o que explica o fabuloso lucro auferido pelos bancos aqui instalados, enquanto faltam recursos para as necessidades sociais básicas, tornando nosso país um dos mais injustos do mundo.

É urgente unir as lutas contra a privatização do que ainda resta de patrimônio público no Brasil, pois é para pagar a dívida pública e preservar este modelo de “Estado Mínimo” para o Social – e “Estado Máximo” para o Capital - que as riquezas nacionais continuam sendo privatizadas.
 

Maria Lúcia Fattorelli é auditora fiscal e coordenadora da organização Auditoria Cidadã da Dívida; foi membro da Comissão de Auditoria Integral da Dívida Pública no Equador; atuou na CPI da Dívida, no Congresso Nacional e é autora do livro "Auditoria Da Dívida Externa (Questão de Soberania)".

Powered by Web Agency

Comentários  

# Guga
Parabéns pela visão crítica. Os bancos fazem suas bobagens, o Estado tem que salvá-los com dinheiro público e esta mídia covarde e medrosa não entra a fundo na discussão do problema.
Responder | Responder com citação | Citar
# Ramon
muito bom...como diria o nosso eterno Geógrafo Milton Santos "o Estado é indispensável"
Responder | Responder com citação | Citar
# Cicero Santos
A meu ver, faltou um pouco de retrospectiva. Certo quanto a questão do imoral privilégio (todo privilégio é imoral perante os valores da República) do sistema financeiro no trato da destinação dos nossos recursos fiscais, mas tudo se alicerça já a partir da criação do conceito de "superavit primário", salva-guarda da parte do rei, continuando com a criação do "fator previdenciario", ambas medidas do governo FHC, e que desagua agora na previdencia social. A mídia venal,atrelada aos interesses privatistas, e algumas instituições que distorcem as intenções dos agentes e a verdade dos fatos, trouxeram o FUNPRESP como uma solução, na verdade um monstro de tres cabeças que pretende ser o maior fundo privado do mundo, quando na verdade é um cavalo de Tróia, um presente de grego para o regime próprio da previdencia e também uma injustiça. SE for aprovado e impelmentado será mais um golpe torpe em milhões de aposentados do Regime geral -70% recebem apenas um salário minimo de aposentadoria mesmo tendo contribuido dentro das regras - e outros tantos milhões de pobres brasileirinhos deste país que continuarão pagando a conta com suor e lágrimas.
Responder | Responder com citação | Citar
# José Araújo
Estes bandidos foram os mesmos que quebraram a França (Revoluição Francesa - Nesta Webster), quebraram a União Soviética (Sob o signo de escorpião - Jüri Lina), qubraram o Império Otomano (.... - Christopher Jon Bjerknes), destruiram a Europa (Tragèdia e Esperança - Carrol Quigley) e vão querbrar os EUA| em menos de dez anos. O Brasil está nas mãos desta escória mundial. O que fazer? Estes planos estão em operação ha mais de cem anos e o tempo esta jogando a favor deles. Parece não haver esperança. Se houver alguma revolução organizada será feita por eles. Só tenho um porto seguro: D'us existe e está, de alguma forma, com o controle da situação. Sem envolver as diferentes facções religiosas - que tambem estão sob o controle desssa gente, é possível entever o resultado deste embate milenar, porque nas entrelinhas das Escrituras (Velho e Novo Testamento)há um "preview" de tudo isto que estamos vendo e inclui mtambem o "gran finale". Se eu não acreditasse e não entendesse estas coisas, certamente abandonaria todo o conceito de honestidade, justiça, moralidade e etc...Mas compartilho a angústia da escritora deste artigo que certamente gostaria de mencionarmais coisas mas não pode...correria sério risco de vida..Muitos já morreram combatendo este câncer...Lincoln, Kennedy, e etc...
Responder | Responder com citação | Citar
# Bruno
Nossa, Lincoln, Kennedy. Pensava que eram do time dos bandidos.
Responder | Responder com citação | Citar
# José Araújo
Costumo sintetizar este relacionamento do capital com o governo e o povo da seguinte maneira, e até sei que não é nada educado dizer isto, mas é a maneira mais objetiva: A iniciativa privada fica com o bônus, o governo com o ônus, e o povo entra com o ânus.
Me desculpem a grosseria.
Responder | Responder com citação | Citar
# Márcio Cavalcante
privatizar é algo que assusta, perturba e empurra a sociedade de morro a baixo de mãos atadas, resido em Bayeux (paraíba) e aqui teremos o sistema de abastecimento de água privatizado!
Responder | Responder com citação | Citar
# Antonio Teixeira
Tudo isso acontece porque a maioria está usando o seu tempo somente para baboseira como o big brother e outras porcarias. Como disse Fausto Wolff no jornal Pasquim 21 em 2002: Ei, você aí, que está vendo Casa do Artistas, estou perguntando: Tem salvação?
Responder | Responder com citação | Citar
# roberto soares
Em meio ao texto, voltam-se as atenções para um ponto: "Outra grande falácia é de que o Brasil está tão bem que a crise financeira que abalou as economias dos países mais ricos do Norte – Estados Unidos e Europa – pouco afetou o país." Fica difícil tolerar uma coisa deste tipo. Quando um governo que um dia se disse dos trabalhadores, com tanta disparidade de renda, injustiças sociais, violência, doenças, sem tetos, sem terras, afirmar que o País está bem, é muita dissimulação, muita covardia. Aliás, quando uma pessoa que foi de grande expressão para o partido do governo contrai uma doença quase que fatal, a explicação talvez residisse nas teorias freudianas, na raiz profunda da psicanálise, onde a razão, o inconsciente coletivo faria justiça. Mesmo tentando enganar a população, fazendo ideologia dominante barata, aqueles que comandam atualmente a nação cai em si, percebe que o povo já atingiu um nível até um certo ponto elevado de conscientização, como diria Paulo Freire. Afinal, a teoria marxista a respeito da condição material determinar o modo de pensar chegou, pois o momento democrático que se vive atualmente, em virtude da própria dinâmica neoliberal (que apesar de maléfica ao mundo) deixa escapar uma réstia de luz de democracia para o oprimido. Os recursos da internet, a palavra sendo trocada a todo momento, está de certa forma esclarecendo a população,fazendo com que muita coisa mude. Por isso, dizer que o País está bem, pode até enganar a quem deseja continuar bancando o bobo, por um mero exercício de masoquismo.
Responder | Responder com citação | Citar
# Fernando Magno
Por estas e por outras que vivo olhando para o céu, esperando pela "dona" do disco voador... A questão da entrega do petróleo brasileiro, estando todos convictos de que a Petrobrás está bem estruturada tecnologicamente... Enfim, escreveria muita coisa, inclusive que a palavra privatização não existia no dicionário PT de governar, contudo, o desânimo toma conta, minha única força é ficar olhando para o céu esperando pela dona do disco voador.
Responder | Responder com citação | Citar
# Vandirson
AEROPORTOS IDEOLÓGICOS: Gostei muito da expressão “Salvacionismos”... quem trabalha na Infraero (falo do pessoal operacional, terminal de cargas, seguranças as atividade que fazem funcionar o aeroporto, não de burocrata) sabe que vivemos um processo político e que seus empregados é que pagam a conta, deputado chamando aquilo de chiqueiro, teve CPI falando em quadrilha e foi ex procurador de justiça do seu estado, mandei correspondência lembrando a ele que a menção que a população faz ao congresso não é das mais reputáveis.

Nossa imprensa nem falo nos absurdos que fez, tem um apresentador aqui de São Paulo que fala “me ajuda aí oh”, que no famigerado caos aéreo mandou uma equipe que invadiu área restrita esculhambou com o funcionário e ainda ficou perseguindo por semanas em rede nacional, o empregado quase perde o emprego e foi transferido de maneira arbitraria e praticamente acabou com sua vida tanto profissional quanto particular, além do monte de coisa plantada quando temos as famosas barrigas, respeito ao trabalhador do setor aéreo os coleguinhas da imprensa nacional não tem mesmo, somos seus capachos .

Aeroporto é um organismo vivo, são tantas variantes que quem tá de fora pensa que tá de busão, vai Terminal Grajaú as 18 horas e veja um pouco do caos, o economês não faz parte do processo de concessão de aeroportos e sim processo ideológico que permeia o país, quando a pauta midiática mostra toda sua voracidade através dos aeroportos, quando a mandatária do país fala que seria melhor que as grandes operadoras dos países europeus ganhassem a partilha dos aeroportos, chegamos ao fim do poço e vivemos demonstrando que o pensamento colonizado esta incrustado no pensamento da elite política do país.

Existem varias maneiras de uma aeroporto funcionar, até mesmo com capital privado, a chamada privatização só visa fragilizar o trabalhador do setor, os grupos financeiros se fartarem e o resto é perfumaria.
Responder | Responder com citação | Citar
# Luiz Mário M Silva
Em meio a tudo que foi apresentado, cabe a impertinente pergunta: qual o papel de Lula neste contexto? Ora, claro está que era necessário algo que desviasse a atenção do povo, da massa do permanente "sucateamento do país"; e Lula faz muito bem esse movimento, não é à toa que foi chamado de “o cara”, então, é mais uma marionete do grande capital; claro que ele está levando o dele para desempenhar tal papel. O mais grave é a privatização da Amazônia (a natureza, onde a bacia hidrográfica, com a água doce, é delimitada por barragens como espaço privado). Observando capitalismo versus natureza o lulismo se torna cristalino.
Responder | Responder com citação | Citar
# Mracelo Andrade
É triste ver um governo que gasta com tantas coisas ridículas como kit gay, cirurgia de mudança de sexo, bilhões em uma Copa, alega não ter dinheiro pra manter aeroportos, rodovias e precisa privatizá-los. É por isso que eu digo o Brasil não melhora radicalmente por que é dominado por empresários, simplesmente isso. Os Governos lula/Dilma melhoraram porém a corrupção continua, essa praga nunca se acabará pois os seres humanos supervalorizam os valores materiais e desvalorizam os valores espirituais, por dinheiro muitos matam até o pai e a mãe e depois choram. Lágrimas de crocodilo.
Responder | Responder com citação | Citar
# Anti-petralha
A máscara caiu. A bandeira usada para combater governos sérios e usurpar o poder, com o voto dos miseráveis e dependentes de esmolas oficiais, agora é usada pelos delinquentes que há 10 (DEZ) anos saqueiam e oferecem ao saque os cofres públicos.
Nem para copiar o modus operandi do FHC a dupla de incompetentes e analfabetos funcionais serviu.
Abaixo o PT e seus apaniguados.
Responder | Responder com citação | Citar
# MURILO DE JESUS
Parábens a sra Maria Lucia.Este artigo é esclarecedor.
Responder | Responder com citação | Citar
# luis
Os americanos deram a fórmula, a fórmula foi aperfeiçoada no governo FHC e agora vemos ela ser aplicada com maestria... O empresariado (nacional ou não) é o denominador comum do processo. Perante a lucratividade vale tudo, inclusive envenenar o Estado e transformar a mídia em um fantoche.
Responder | Responder com citação | Citar
# Mônica Santos http://www.robustaopiniao.blogspot.com
É lamentável assistir às inúmeras contradições e incoerências do PT. Mas esse artigo me remete à teoria de Claus Offe sobre a dependência estrutural do estado no capitalismo. Segundo este autor os empresários,ameaçando o estado e a sociedade com o desemprego, conseguem impor os seus interesses sempre; ou seja, sob o capitalismo, o estado e a sociedade estarão sempre subjugados aos interesses empresariais, simplesmente porque, graças ao seu poder sobre a criação e manutenção dos empregos, eles podem ameaçar, velada ou explicitamente, o estado e a sociedade e assim, fazer prevalecer os seus interesses sempre.
Responder | Responder com citação | Citar

Adicionar comentário

Informamos que os comentários serão mediados e não serão publicados caso contenham palavras de baixo calão, denúncias levianas, troca de ofensas entre leitores ou ao autor das matérias.



Correio Caros Amigos

Cadastre-se e receba semanalmente, no seu email, o Correio Caros Amigos. Sempre um artigo relevante sobre um tema atual.

Publicidade

Assine Caros Amigos