• Home
    • Advertisement
      Harry potter
  • World
  • Tech
  • Entertainment
  • Health
  • Life
  • Travel
  • Artist
  • Sport

Qua05162012

Last update03:37:29 PM

Back Você está aqui: Home

Artigos

Eleição na Rússia é marcada por suspeita de favorecimento e confrontos

russia-chama

ELEIÇÕES NA RÚSSIA Milhares de pessoas foram às ruas em Moscou para manifestarem-se contra o partido situacionista do premiê Vladimir Putin e de Dmitri Medvédev, a Rússia Unida (RU), e denunciar irregularidades nas eleições legislativas ocorridas no último domingo (4).

Da Redação


Milhares de pessoas foram às ruas em Moscou para manifestarem-se contra o partido situacionista do premiê Vladimir Putin e de Dmitri Medvédev, a Rússia Unida (RU), e denunciar irregularidades nas eleições legislativas ocorridas no último domingo (4). A RU teve 49,54% dos votos, equivalente a cerca de 30 milhões de votantes, baixa significante comparada aos 64,3% que obteve nas eleições de 2007, mas o suficiente para garantir 238 dos 450 assentos da Duma, a câmara baixa do parlamento russo. Com 77 deputados a menos, a RU já se vê sem a maioria constitucional de dois terços. Em segundo lugar ficou o Partido Comunista, com 19,16%, seguido da Rússia Justa, com 13,22% e o Partido Liberal Democrático de Vladimir Zhirinovski com 11,66%.

Violações

Na segunda-feira, 4, a missão de observadores internacionais da PSCE (Organização para a Segurança e Cooperação da Europa) e da PACE (Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa) afirmou em comunicado ter encontrado violações na apuração da eleição, incluindo indícios de introdução de cédulas nas urnas e expulsão de observadores das seções eleitorais. O líder do Partido Comunista, Gennady Ziuganov, afirmou que o resultado deu ao governo 15% a mais do que os votos obtidos de fato. Seu partido classificou a eleição como a mais fraudulenta desde o fim da União Soviética em 1991.

Fora Putin 

Os manifestantes (10 mil de acordo com os organizadores e 2 mil segundo a polícia) que exigiam uma “Rússia sem Putin” entraram em confronto com os policiais perto da Praça Lubianka, sede do serviço secreto FSB (antiga KGB). De acordo com a emissora Eco de Moscou, cerca de 300 pessoas foram detidas, entre as quais o advogado Alexéi Navalni, autor de um conhecido site contra corrupção, e Ilia Yashin, dirigente do movimento de oposição liberal Solidarnost. Esse último, segundo a agência Interfax, foi condenado a 15 dias de prisão por ter desobedecido as ordens policiais de dispersão da manifestação. Em São Petesburgo também houve passeata que terminou em manifestantes presos.

Protestos controlados

Um dia depois dos protestos, tropas especiais do Ministério russo do Interior foram enviadas a Moscou com o objetivo de “garantir a segurança dos cidadãos”, segundo declaração do tenente Vasili Panshkov à Interfax. Dmitry Peskov, porta-voz de Putin, afirmou que a polícia não permitirá que aconteçam protestos sem autorização oficial.

Quais serão as consequências das eleições legislativas para a imagem de Vladimir Putin nas eleições presidenciais marcadas para 4 de março de 2012 é pergunta que permanece em aberto. Há 12 anos no poder da Rússia (na presidência entre 2000 e 2008, e desde então como primeiro ministro), Putin continua sendo favorito para a disputa do próximo ano.