Artigos e Debates
Um espaço para o contraditório
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- Publicado em Quinta, 02 Agosto 2012 15:56
Por Ari Zenha
As entidades representativas de classe, como os sindicatos, têm perdido espaço há décadas na sociedade civil tanto brasileira como internacional.
"O neoliberalismo, com todo o seu aparato econômico-político e social, ao ser colocado em prática, esfacelou os movimentos populares e entidades representativas de classe" |
O neoliberalismo, com todo o seu aparato econômico-político e social, ao ser colocado em prática, esfacelou os movimentos populares e entidades representativas de classe, pois as colocou em uma posição de vulnerabilidade ao utilizar dos seus mecanismos econômicos e políticos de precarização das relações de trabalho e de repressão e/ou cooptação dessas organizações. Isto abriu um enorme espaço para associações de centro-direita e direita, não só no Brasil como em outros países do mundo, ao mesmo tempo em que deixou aqueles movimentos e entidades que detinham alguma representatividade e força política esvaziados e fragilizados.
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Isto é notório quando observamos o comportamento da grande maioria dos sindicatos e, no caso específico, do Sindicato dos Economistas de Minas Gerais e do Conselho Regional de Economistas de Minas Gerais. Embora estas duas entidades devam ser muito bem separadas no que se refere aos seus objetivos estatutários, ambas sofrem de esvaziamento. O Conselho – CORECON-MG - encontra-se hoje controlado por forças nitidamente conservadoras, enquanto o Sindicato se alinha à esquerda comprometida com a transformação social.
Para sermos realistas, devemos colocar em questão fatos e episódios que devem ser motivos de reflexão pelo Sindicato dos Economistas.
"Que faça, com afinco, propostas condizentes com o ideal Socialista-Democrático-Popular de forma permanente, delineando junto a todos os economistas e organizações progressistas seus anseios e perspectivas transformadoras da realidade" |
Acontecimento dos mais relevantes ocorreu no final de 2011, quando as forças conservadoras capitaneadas pelo Conselho e pela Associação dos Economistas tentaram, politicamente, através das eleições, assumir a gestão do Sindicato, tendo sido fragorosamente derrotadas. Isto proporcionou um ânimo muito grande às forças progressistas, o qual, parece, ficou por ai, pois o programa em que se fundou toda a campanha, com o empenho de um número reduzido de economistas, não tem conseguido aglutinar o conjunto desses profissionais, nem ser implementado minimamente. É necessário, e se faz urgente, que o Sindicato dos Economistas assuma de forma contundente posicionamentos sobre as questões econômicas e políticas evidentes em nível Federal, Estadual e Municipal. É imperioso que o Sindicato manifeste uma posição pró-ativa frente à realidade nacional e mundial. Que faça, com afinco, propostas condizentes com o ideal Socialista-Democrático-Popular de forma permanente, delineando junto a todos os economistas e organizações progressistas seus anseios e perspectivas transformadoras da realidade.
Ari de Oliveira Zenha é economista



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