| Juca Kfouri
É um dos poucos jornalistas esportivos de credibilidade neste país, que ousa falar abertamente e expor as mazelas do futebol brasileiro. Infelizmente, nosso futebol está nas mãos de lobos que devoram impunemente o esporte mais tradicional e querido do povo brasileiro. O perigo disso tudo é a falência total, vários clubes estão em dificuldades, enquanto dirigentes e empresários enriquecem descaradamente.
Ronaldo Miranda, vimica@terra.com.br
Acho que desde anos atrás tem muitos políticos envolvidos e vivendo nababescamente à custa do futebol, inclusive na Copa de 1998, quando tínhamos tudo pra ganhar e vergonhosamente entregamos pra França. Acho também que tem raízes profundas de corrupção no futebol, que deveriam ser investigadas, mas como, se são eles que manipulam tudo ?
Jorge Lopes, lopes.j@terra.com.br
Idéias de Marcola
O detento acabou perdendo a sua feição humana, e é submetido às mais diversas humilhações. Sem contar que estará sujeito – somente pelo resto de sua vida – à exclusão e a miséria. Ótimo, não ?! Olha, não estou querendo aqui construir uma imagem santa e ingênua do criminoso. Sei – e não estou desconsiderando – que houve vítimas e que as suas famílias até hoje sofrem. Mas quero que compreendam que uma pessoa não se torna bandido por esporte ; que essa não é a profissão dos sonhos de cada moleque da favela. “ Todo homem nasce bom ; mas a sociedade o corrompe”, já disse certo filósofo da Ilustração francesa. O sonho que você tem é o mesmo do cara da favela: ser bem-sucedido. Mas o que os separa é a oportunidade ! E isso é o suficiente para revoltar qualquer um. Somos todos vítimas de um sistema imundo, opressor e diabólico.
Se não concordam com isso, pelo menos sejam racionais e compreendam que, se continuarmos dessa maneira, assistiremos ao nosso próprio fim. Compreendam que aquele bandido pilantra que acabou de entrar na cadeia um dia sairá. E na saída ele não será o mesmo ; será ainda pior.
Elias Araújo de Souza Neto, Tobias Barreto, eliasmontalvao@hotmail. com
Primero que nada quiero disculparme por escribirles en español. A pesar de estar realizando un curso de portugués no podería expresarme en vuestra lengua como se hacerlo con la mía. Soy uruguayo, de treinta años y hace unos tres meses que vivo en Brasília. Trato de insertarme en esta sociedad y corro con muchas más ventajas que muchos de los que aquí viven, con certeza con más que la mayoría. Lo que me mueve a escribirles es la entrevista publicada en la publicación del mes de junio, realizada por la Cámara Federal a Marcola. Son muchas las sensaciones y pensamientos que ella me genera. La primera es que sin conocer a fondo vuestra realidad, ni a los entrevistadores, me quedo con la sensación de que de todos los participantes Marcola es el más civilizado. Sin duda conoce mejor que cualquiera de los allí presentes la realidad de las cárceles brasileras, o por lo menos por las que pasó.
Encuentro gran sabiduría en las palabras de Marcola, las cuales plantean como solución la rehabilitación en formando e instruyendo a los presos, dándoles trabajo retribuido, aprendiendo el valor de ganarse un real con trabajo, pues uno trabajado tiene otro valor que miles robados. No será también la receta para afuera de las cárceles? La respuesta no será educación, formación y empleo?
Nicolás Brusa, professor de história, uruguaio, C.I. 3880048/4, nibrusa@adinet.com.uy
A Última Carroça
Como é que pode aprovar uma lei dessas! Mesmo tendo sido criada por um representante do povo, mas que povo ? Um povo que não teve oportunidades na vida, e agora não tem sequer expectativa desta, uma vez que será tirada destes o meio de sustento que a vida lhe oferece. E quem vai empregar esses filhos excluídos da nação, ou será que o senhor vereador Roberto Tripoli disponibilizará os míseros 500 reais mensais para cada carroceiro ?
Adriana, brasil.morena@hotmail.com
Relendo os Clássicos
Muito bom o texto de César Benjamin na última edição da revista. É sintomático o esquecimento do Brasil e dos brasileiros em relação a um projeto de transformação social, econômica, política etc. A dificuldade de produzir uma" síntese" sobre o Brasil ou sobre a sua experiência é visível principalmente no meio acadêmico, onde percebemos que não ocorre integração de saberes e práticas, possibilitando, por outro lado, uma fragmentação de temas, pesquisas e nenhuma unidade de conhecimento sobre o Brasil.
Gabriel Terra Pereira, Franca, SP
José Arbex Jr.
Como diz o Arbex: “ Não somos idiotas ”. Vemos o que se passa no país. Vemos a má distribuição das riquezas e das terras. Vemos a violência grassar dentro e fora dos grandes centros urbanos. Podemos ouvir a educação básica pedindo socorro. Sabemos da corrupção dos pequenos e dos grandes, da evasão de divisas, do desemprego, das estatísticas da miséria. Ouvimos o clamor dos pobres, dos violentados em seus direitos fundamentais, dos empresários exportadores, dos latifundiários monocultores e dos deserdados das terras. Sabemos o que é preciso ser feito, o que não sabemos é o como vamos fazê-lo. Mesmo que algum governante bem-intencionado saiba como fazer, ele conseguiria fazer frente aos interesses dos diversos grupos políticos e econômicos ? O povo, que sempre reclama, e com razão, os seus direitos, estaria disposto a cumprir com todos os seus deveres e arcar com mais algum sacrifício (mudanças sempre são dolorosas) em nome do bem-estar geral futuro ? Uma idéia: cada aluno formado em universidades públicas prestará dois anos de serviços à população brasileira, que pagou seus estudos. Alguém endossa ?
Sigried Pinto Coelho Wiederspahn, São Bento do Sul, SC, sigried_wiederspahn@hotmail. com
Crítica
Lamento o atrelamento da revista Caros Amigos com o Partido dos Trabalhadores (PT). Sem uma análise crítica e imparcial dos acontecimentos da política nacional, a leitura de Caros Amigos ficou enfadonha. Sou do Partido Verde e ficaria descontente com os editores da Caros Amigos se puxassem o saco do PV. Não se pode falar de ética, do certo ou errado, sem imparcialidade dos editores. Sugiro modificar o time da Caros Amigos. No ensejo da Copa do Mundo, senhores editores, coloquem logo no banco de reservas Marilene Felinto, que se tornou porta-voz de um grupo de representantes da corrupção e do engano aos trabalhadores menos informados.
Francisco Carvalho, Vitória da Conquista, BA
Entrelinhas e Revista Veja
Minha carta vai para o Hamilton Octavio de Souza, da seção Entrelinhas, e o recado é o seguinte: compartilho da opinião dele sobre a revista Veja, gostaria de dizer também que sou jornaleiro, sou proprietário de uma banca de revistas em Porto Alegre e há mais ou menos um ano e meio tomei a iniciativa de não vender mais a revista Veja para os meus clientes, devido ao comportamento antiético dela, e já que em certa medida também sou responsável pela difusão da informação, aproveito minha margem de manobra – pequena, é claro – para boicotar uma revista que joga contra os interesses do povo brasileiro e não contribui em nada para solucionar os grandes problemas nacionais
Fábio Marinho, marinho147@hotmail.com
Quebra-quebra no Congresso
Causa-nos espanto a imensa onda de patriotismo demonstrada pela grande mídia brasileira por ocasião da ocupação realizada pelo MLST ( Movimento de Libertação dos Trabalhadores Sem Terra ), uma dissidência do MST, no Congresso Nacional. As manchetes davam conta de que a “ democracia ” brasileira havia sido duramente atingida. Preocupam-nos muitos aspectos relacionados a este fato: por que um prejuízo que custará aos cofres da nação cerca de 150.000 reais ganhou mais destaque do que o fato de muitos dos seus membros ilustres estarem envolvidos no esquema do mensalão, que acarretou um desvio milionário de verbas públicas? Por que nós, cidadãos pacatos e ordeiros, não manifestamos também a nossa indignação contra esses representantes do povo que vendiam seus votos a preço de ouro ?
Maria Elinete Gomes de Sousa, Alto da Conceição, Mossoró, RN
Renato Pompeu
Acredito que o" espetacular" crescimento chinês seja, na verdade, um pesadelo. Primeiro, porque não é um crescimento igualitário, apenas as ZEEs ( Zonas Econômicas Especiais ) demonstram avanço, graças à abertura econômica, enquanto mais de 70 por cento da população chinesa vive em condições precárias e subumanas nas áreas rurais. Segundo, porque há a exploração da mão-de-obra, que, por ser demasiadamente numerosa, permite tal condição.
Rodrigo Augusto Basso Lopes, Marília, SP
Crise da Varig
Os últimos acontecimentos acerca da Varig ( vôos cancelados, recusa de atendimento de serviços, hotéis, por exemplo ) não eram imprevisíveis, ao contrário: eram uma questão de tempo. Digo isso para lhes chamar a atenção e dizer que é fundamental que a imprensa, nesse momento, resgate na memória de muitos a crise e falência da Transbrasil há quatro anos. Explorar os atos ( legais ?) dos últimos dias sob a ótica, apenas, de derrocada da Varig é não mencionar o desespero dos passageiros da Transbrasil que sofreram com essas mesmas condições de atendimento de que sofrem, hoje, os passageiros – e funcionários – da Varig. Se falo isso é por conta, também, de estar entre esses passageiros da Transbrasil, cujo processo judicial, como inúmeros, está em vias de se tornar sem efeito, por extrapolar o prazo de julgamento. Perco dez passagens na Transbrasil, todas pagas, um dinheiro jamais visto, embora ganho com muito esforço. A descrença na punição dos culpados nesse tipo de crime é absoluta ! Mas é uma afronta verificar que não bastou lesarem só a mim. Anos a fio e a situação se repete. E agora ? O Estado deixará que outros cidadãos honestos quebrem suas pernas pela simples má-fé dessas companhias aéreas, que julgam ser um “ problema de contingência ” o cancelamento de vôos em plena escala ? Quem arcará, algum dia, com as despesas de acomodação desses passageiros que não têm para onde ir, ainda que tenham pagado pelo serviço de transporte da Varig, dentro ou fora do Brasil? É necessário que essa situação da Varig seja bem explorada e divulgada. Até em termos jurídicos, uma vitória dos reclamantes da Varig pode significar o precedente para o julgamento da Transbrasil, finalmente. Meu comentário, assim, é um apelo a esse importante veículo de comunicação, de alta tendência em impedir que o exercício da imprensa seja tão-somente a divulgação sensacionalista dos fatos sociais.
Gisele Montilha Pinheiro, pós-graduanda/professora, São Paulo, SP
Voto Nulo
Gostaria de saber dos senhores se é verdadeira a afirmação que é vinculada por alguns sites da internet, que dizem que no caso de uma eleição ser vencida por votos nulos ou ter maioria dos mesmos a eleição tem que ser cancelada, e marcada uma nova eleição onde os candidatos da primeira eleição não poderão se candidatar novamente. E, se for integralmente ou parcialmente verdadeira essa afirmação, por que esse fato não é divulgado aos eleitores e à população em geral ? Fica então a sugestão de divulgar esse fato em forma de matéria se ele for real. Mas, caso não seja uma pauta interessante para uma matéria, gostaria de ao menos saber se é verdadeira ou não essa afirmação.
Halisson Seabra Cardoso, João Pessoa, PB
Resposta:
Não é verdadeira a afirmação de que, se houver maioria de votos nulos, a eleição será anulada. A Constituição estabelece que só são contados os votos válidos. Mas uma eleição pode ser anulada por outros motivos, como, por exemplo, a irregularidade em registros de eleitores ou candidatos. Veja
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4662
Correção
Gostaria de avisá-los que na página 42 da revista de número 111 há um erro no endereço do site da Editora da Fundação Perseu Abramo. Onde foi descrito". com.br", o correto seria".org.br": www.fpabramo.org.br. Consiste em um erro mínimo, contudo merece ser notificado.
Luiz Felipe Paixão, Belo Horizonte, MG
Clique aqui para enviar sua carta
Eu leio > |
| Yamandu Costa, músico |
 |
| Foto: Cazu |
| Dê a sua opinião |
|